ARTE DO MERGULHO, um encontro com Iemanjá

Programa In Loco, Oficinas de fotografia

A segunda edição do Programa IN LOCO apresenta a oficina do premiado fotógrafo italiano ANTONELLO VENERI.

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In Loco, novo programa de oficinas de 15 horas do Instituto Casa da Photographia, tem como proposta trazer fotógrafos, dentro de suas áreas de atuação, para a realização de oficinas práticas em atividades associadas a manifestações populares.

Dividido em três etapas, o Programa In Loco conta com um momento inicial onde os participantes desenvolvem um diálogo com a obra e o método de trabalho do fotógrafo convidado, em diálogo com o seu próprio modo de ver.

Na segunda etapa, os alunos são conduzidos a uma imersão fotográfica in loco, com o acompanhamento do fotógrafo/instrutor. Neste momento, será realizada uma pesquisa visual baseada nas orientações proposta em sala de aula, no momento anterior.

Por fim, o grupo apresentará um portfólio editado do que foi produzido, que será objeto de uma leitura crítica conduzida pelo professor. Ao final os alunos serão certificados pela participação na oficina.


Programa da oficina ARTE DO MERGULHO, um encontro  com Iemanjá

A oficina ARTE DO MERGULHO terá como foco o processo de criação de um ensaio fotográfico sobre a Festa de Iemanjá, sendo estruturado em três etapas: elaboração inicial, na qual será desenvolvida a conceituação da proposta; execução em campo, que ocorrerá no dia da celebração religiosa, em 2 de fevereiro; e edição e pós-produção do ensaio fotográfico, último e fundamental momento do curso.

Parte 1

O fotógrafo ANTONELLO VENERI mostrará alguns trabalhos produzidos nas principais festas religiosas do país e explicará, passo a passo, como construiu  reportagens e ensaios, revelando os bastidores de vários projetos, inclusive o premiado pela National Geographic Itália.

Nesta etapa, os participantes  receberão dicas importantes sobre como construir um ensaio fotográfico, entre elas:

  • O olhar, a técnica e as opções possíveis de pensar a cena;
  • Pensar por fotografias, não por fotografia. Quais fotografias e porque determinadas imagens são escolhidas. A melhor sequência  que valorize cada fotografia;
  • Que tipo de fotografia é preciso ter num ensaio;
  • Quais fotografias excluir e porque, às vezes, uma boa fotografia não cabe num ensaio.

Parte 2

Trabalho prático durante a Festa de Iemanjá. Cada participante criará um ensaio fotográfico sobre os festejos do dia 2 de fevereiro, auxiliado pelas dicas do Antonello Veneri.

Parte 3

Edição (escolha) das fotografias e criação de uma sequência-ensaio de cada participante.


Sobre Antonello Veneri  [Fonte Jornal  A Tarde 10/04/2017]

retrato_ANTONELLONascido em Trento, a cidadezinha italiana espremida pelos Alpes – organizada demais, limpa demais –, ele estudou literatura italiana, mas logo começou a trabalhar como jornalista e, depois, fotojornalista. Viajante, veio ao Brasil há dez anos. Quando responde por que escolheu Salvador para morar, põe um pouco de desorganização e sujeira na história. “Ela é o contrário da minha cidade natal. Aqui tem energia demais. E eu preciso disso”, diz. “Ao mesmo tempo, esta é uma cidade pouco fotografada. As festas são fotografadas, mas o cotidiano não”

Além de trabalhar para jornais e agências, Veneri faz parcerias com ONGs, como a Lua Nova, localizada em São Paulo, e com o Ministério da Saúde (Fiocruz), em projetos de documentação social. Desde 2011, ele vem desenvolvendo dois projetos autorais: o Vidas Extra-ordinárias, em que documenta o dia a dia dos moradores de rua nas principais cidades do Brasil, e o Interiores, onde registra famílias nas favelas e subúrbios das capitais do país.

Há poucos meses, iniciou mais um ensaio de fôlego. “Pescadores Urbanos” é um documento da última colônia de pescadores que sobrevive em Mucuripe, na beira-mar de Fortaleza. “Ao longo dos últimos 30 anos houve uma forte redução do número dos pescadores e a lenta substituição das jangadas pelo conjunto de condomínios e prédios”, conta Veneri. Em suas fotos, a gentrificação e a especulação imobiliária avançam sobre os pescadores, que tentam resistir à ação do mar, do vento e dos interesses políticos.

Em Salvador, ele já registrou a Ladeira da Preguiça (série vencedora do prêmio National Geographic Itália, em 2014), o subúrbio ferroviário, os moradores dos casarões decrépitos do Centro, as travestis (projeto ainda em curso e sem data para acabar). “Salvador é uma cidade que não cuida muito de si. E, ao mesmo tempo, é uma cidade intensamente viva”, diz ele, que a cada bairro ou região fotografada exibe o resultado numa exposição feita para os moradores. “Eles nos presenteiam com o olhar, então é justo que tenham um retorno”.

Há alguns meses, num fim de tarde em sua casa baiana, foi tomado de susto por barulhos de tiros e pela correria decorrente. Sacou sua câmara e rumou para a praia de Itapuã, onde o corpo de um rapaz jazia em sangue. A foto jamais foi exibida  em público. “Respeito à imagem do jovem”, justifica. Não deixa de representar o que há de potente em seu trabalho. Sob a luz da praia, a nossa Babilônia.

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VEJA MAIS SOBRE ANTONELLO VENERI


Turma -02.02.2018

Programa in loco – Oficina Arte do mergulho, um encontro  com Iemanjá, com Antonello Veneri

Período da oficina

Quarta-feira dia 31.01 e quinta-feira dia 01.12, das 19 até as 21h30, apresentação de fotografias e estudo sobre método de trabalho;

Sexta-feira dia 02.02 [Festa Iemanjá], das 05 até as 10hs: aula de campo – in loco;

Terça quinta-feira dias 06 e 08.02, das 19 até as 21h30: avaliação do material produzido por cada participante da oficina

Veja o programa do curso – ARTE DO MERGULHO

Apenas 12 vagas

Valor da oficina: R$ 550,00 em 2X no cartão ou R$ 500,00 a vista

Entre em contato via WhatsApp 71.99929.9727 – Marcelo Reis

Realização: Insituto Casa da Photographia, desde 1997

http://www.casadaphotographia.org

Endereço: Travessa Basílio de Magalhães, nº 19 A, Sala 04, 1º andar

Empresarial Vilmar Cavalcante [prédio verde], Rio Vermelho, Salvador

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