Walter Ney

Memórias antigas


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Resgatar o valor das fotopinturas, uma das vertentes da fotografia artesanal presente em boa parte das famílias.

Abre-nos também a oportunidade para a reflexão dos significados e re-significados da produção da imagem em períodos e épocas de gerações diferentes.

Criação, intervenção, apropriação, recriação, cocriação… Caminhos para sonhos inacabáveis.

Diante deste generoso imaginário da representação de nossas identidades, priorizo trilhar pelas memórias perdidas e tão afetuosas das pessoas com suas histórias de vidas recriadas nos retratos pintados.

Fotografei alguns ao lado dos seus antigos retratos pintados. Nestes retratos eram todos mais jovens, alguns, ainda crianças. Agora estão crescidos. Alguns viúvos, sozinhos, separados, órfãos…

Foi como reatar um elo com os tempos de outrora. Um resgate de sentimentos na construção de uma memória.

Priorizei a troca, o diálogo. Ao dar voz ao outro, há o resgate de sentimentos na construção de uma memória.


Biografia, mini

O boom do café no Norte do Paraná, nas décadas de 1950 e 1960, propiciou a Londrina ser agraciada com uma gama de imigrantes e migrantes, gente que chegava à cidade com muita vontade de fazer riqueza, construir um futuro.

Entre tantos, em um pau-de-arara que viajou dois mil quilômetros desde Andaraí, na Bahia, estava uma certa Idinha, apelido carinhoso de Maria Margarida, moça inteligente, que mal completara 20 anos e já tinha nos braços um menino de dois anos, do qual, como se dizia na época, era “mãe solteira”.

O garoto que enfrentou chuva e sol na longa viagem, tendo como proteção somente os braços da mãe, chama-se Walter Ney, tem hoje 58 anos e se tornou uma das mentes mais criativas de Londrina.

 

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