Felix Nadar

Por Teresa Bastos

Félix Nadar (1820-1910), um dos maiores nomes da história da fotografia, além de exímio retratista, é conhecido por sua paixão pela aventura e novas descobertas tecnológicas. Durante oito anos de sua vida (1857 – 1865) dedicou-se ao balonismo e à fotografia aérea. Levava seu equipamento e suas placas de colódio úmido para o ar. Em suas primeiras ascensões, preparava o negativo de vidro, mas rapidamente a chapa ficava preta, sem nada registrar, até que um dia descobriu o motivo, o hidrogênio sulfurado que enchia o balão, escapava do orifício inferior da base, reagia com placa de iodo e impedia o registro da imagem. Foi então no outono de 1858, que Nadar fechou essa saída e conseguiu registrar sua tão sonhada imagem, considerada a primeira fotografia aérea da cidade de Paris. Assim ele descreve a imagem em seu livro autobiográfico: “bem apagada, pálida, mas nítida e certeira…as três únicas casas que compõem o vilarejo: uma fazenda, um albergue e um quartel…podemos distinguir perfeitamente as formas dos telhados – e sobre a estrada uma tapeçaria na qual o carroceiro parou rapidamente diante do balão”. Depois dessa experiência Nadar decide criar um balão enorme que media 45 metros de circunferência , com capacidade para transportar mais de doze pessoas.Concluído em 1863, “o gigante”, como era chamado, tornou-se famoso e lendário em toda a Europa. No dia 19 de outubro de 1863, no segundo vôo do “Gigante”, depois de dezessete horas no ar, o balão perdeu o rumo e caiu nas proximidades de Hanovre, causando a fratura das duas pernas de Nadar e o afundamento do tórax da sua esposa Ernestine.

Texto originalmente publicado no blog Images&Visions em julho de 2010.