A Gosto da Fotografia, Festival de Fotografia

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O Instituto Casa das Photographia de Salvador informa que em virtude de mudanças nos calendários de apoio à projetos culturais, tanto do Governo do Estado da Bahia e do Ministério da Cultura, quanto pela falta de patrocínio da iniciativa privada, a 7ª edição do Festival A Gosto da Fotografia 2011 será realizada em agosto/setembro de 2013.

No próximo ano , além de toda a programação reflexiva com palestras, visitas monitoradas e oficinas, a 7ª edição do A Gosto da Fotografia – Festival Internacional terá em sua programação a grande exposição retrospectiva dos irmãos Carlos e Miguel Vargas, extraordinários fotógrafos peruanos, justamente no ano em que serão comemorados os 100 anos de inauguração do Estúdio de Arte Irmãos Vargas, fundado em 1912, em Arequipa, Peru.

A programação também terá uma leitura na obra de Aracy Esteve e de seu pai, José Esteve, fotógrafos baianos que atuaram entre Salvador e o interior do estado nas décadas de 1920 a 1960.

Para a 7ª edição, o A Gosto da Fotografia, Festival de Fotografia 2013 propõe uma maior interação com os fotógrafos baianos a partir de projetos ligados ao tema O Retrato.

Marcelo Reis . Diretor do Instituto Casa da Photographia de Salvador

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Criado em 2004 pelo Instituto Casa da Photographia, o A GOSTO DA FOTOGRAFIA é hoje um dos mais importantes festivais do Brasil. Em sua 6ª edição, já trouxe grandes nomes da fotografia brasileira e internacional para a Bahia. O A Gosto passou por três fazes determinantes, sendo a primeira na edição inicial, realizada com recursos próprios, cujo resultado foi marco na proposta de projetos em Salvador. Em seguida, por dois anos, contamos com o apoio do BNB, para realização de edições que se estenderam por todo estado da Bahia. E por fim, a terceira e atual fase, onde firmamos além do apoio do Governo da Bahia, a parceria com a PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO cujo objetivo é estabelecer um diálogo com os projetos expositivos e o acervo fotográfico do museu, a partir das pesquisas feitas por seu curador, o escritor DIÓGENES MOURA, também curador do A Gosto da Fotografia.  Vale salientar, que o Festival é um dos únicos encontros a ter calendário anual no Brasil. Em 2010 tivemos como tema central questões relacionadas à Identidade e Memória. Esse pensamento aprofundou toda a programação através de EXPOSIÇÕES, ENTREVISTAS, PALESTRAS, FEIRAS DE LIVROS, OFICINAS, MOSTRAS DE FILMES e reuniões com DIRETORES DE FESTIVAIS DA AMÉRICA LATINA. Nessa edição contamos com a participação de Boris Kossoy, Thomaz Farkas, Ricardo Teles, Ana Lucia Mariz, Sabrina Pestana, Jovens Alunos da Oi Kabum, Rosely Nakagawa, Rubens Fernandes Junior, Luiz Felipe Pondé, Milton Guran, dentre outros renomados convidados.

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Um festival em busca da memória


Criado em 2004, o A Gosto da Fotografia, festival organizado e realizado pelo Instituto Casa da Photographia de Salvador, teve em cinco anos consecutivos, um constante crescimento em todos os aspectos no que diz respeito a sua estrutura funcional. Cresceu em atividades e em reconhecimento. Cresceu na capacidade de lidar com a complexidade de se realizar um festival que ultrapassa fronteiras, ano após ano, em um estado marcado pela cultura do som e dificuldade de manter viva a própria identidade. Em Salvador a imagem é pouco vista. A fotografia é pouco pensada.

Reunidos nos principais museus e galerias da cidade de Salvador, o A Gosto da Fotografia, em sua 5ª edição, é marcado por três importantes ações. A primeira por trazer a Bahia, graças à parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o maior projeto de fotografia do país já realizado em comemoração ao ano da França no Brasil: um time de nomes consagrados que nos sinaliza toda a intensidade e miscigenação de um país chamado Brasil. Num segundo momento temos a presença de um dos maiores fotógrafos que a Bahia já teve conhecimento, se é que teve: Voltaire Fraga. São imagens de uma cidade esquecida junto à sua própria história e à história na vida desse artista. E por fim, o ingresso do festival na REFLA – Rede de Festivais e Encontros de Fotografia da América Latina. Após algumas reuniões anuais, realizada em Buenos Aires e Porto Alegre, ficou deliberado que cada um dos mais de treze festivais integrantes da rede, realizará uma mostra com a produção fotográfica latino-americana. No A Gosto essa ação será realizada a partir de 2010.

Nesta edição damos continuidade à pesquisa, e ao dialogo entre identidade e memória, tendo como curador o jornalista Diógenes Moura. São fotos de interiores, fotos de dentro do mar, fotos de monumentos em ruínas, fotos de uma vida cotidiana que cruza o tempo entre 1935 e 2009. É um festival marcado por uma crise mundial e por uma possibilidade de criar, a partir de encontros com pensadores, documentários realizados pelo fotógrafo Jean Manzon entre as décadas de 1960 e 1970 e por oficinas. Um festival ao gosto da fotografia. Um festival, A Gosto da Fotografia.

Marcelo Reis . Diretor A Gosto da Fotografia

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A Gosto da Fotografia ano 2007

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A Gosto V . 2009

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A GOSTO DA FOTOGRAFIA – Edição 2009

Em quinta edição, o festival A Gosto da Fotografia renova parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo e promete movimentar o panorama cultural de Salvador com mostras inéditas de fotógrafos brasileiros e estrangeiros.

De 31 de julho a 13 de setembro, a cidade de Salvador volta a sediar o já consagrado festival A Gosto da Fotografia, um dos mais expressivos e criteriosos projetos sobre fotografia no Brasil. Em sua quinta edição, o evento promete uma programação diversificada. Logo de início, no Palacete da Artes haverá a abertura da exposição inédita À Procura de um Olhar – fotógrafos franceses e brasileiros revelam o Brasil, com cerca de 100 imagens – mostra que integra o Ano da França no Brasil. No mesmo espaço também poderá ser vista a obra do fotógrafo baiano e grande homenageado desta edição do evento, Votaire Fraga. Completando o projeto estarão em destaque trabalhos dos fotógrafos Vânia Toledo, Ieda Marques, Marc Dumas e Sérgio Benutti, além de palestras, entrevistas e exibições de filmes que ocuparão alguns dos mais importantes espaços culturais da cidade.

O A Gosto da Fotografia foi criado e é promovido pelo Instituto Casa da Photographia, escola e produtora baiana fundada há 12 anos, sob direção do fotógrafo Marcelo Reis, em parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo. A curadoria do projeto leva a assinatura do jornalista, escritor e roteirista Diógenes Moura, também Curador de Fotografia da Pinacoteca. Moura, seguindo a linha conceitual do festival, promete reunir nomes representativos da fotografia brasileira e internacional, lançando olhares sobre diferentes temas sempre no âmbito da identidade e da memória.

Como diz o curador, o projeto aposta na formação do público como garantia da valorização continuada de uma arte – a fotografia – repleta de significados e possibilidades de criação. Por isso mesmo, o festival pretende ampliar, nesta sua edição 2009, as perspectivas de informação e aprofundamento de conteúdos em torno da arte fotográfica, confrontando idéias, conceitos e olhares.

O grande homenageado do evento deste ano é o fotógrafo baiano Voltaire Fraga. Ainda que desconhecido por muitos, trata-se de um dos mais importantes memorialistas brasileiros do século XX. Seu trabalho documental, realizado entre as décadas de 1930 e 1970, retratou o cotidiano de Salvador e seus habitantes sob os mais diferentes aspectos: arte, religiosidade, ancestralidade, urbanismo, comportamento, etc. Morto aos 94 anos sem o devido reconhecimento que merecia, deixou uma obra única na sua capacidade de desvendar a cidade onde nasceu e que tanto amava.

A obra de Voltaire Fraga estará na programação do A Gosto da Fotografia através da exposição Abundante Cidade – Dessemelhante Bahia, especialmente pensada para ser exibida na Pinacoteca do Estado de São Paulo resultado de uma pesquisa sobre um acervo que chega a reunir cerca de dois mil negativos, incluindo placas de vidro. Vale observar que uma fatalidade reduziu o acervo do fotógrafo ao número atual de imagens: no início de 1981, um temporal invadiu sua casa, no bairro dos Aflitos, inutilizando mais de 10 mil negativos. Ainda assim, Voltaire Fraga cuidou do material que lhe restou e muito lutou, em vão, para mostrá-lo e deixá-lo protegido para o futuro. Uma única exposição, realizada na Galeria Pierre Verger, em 1999, reuniu 30 fotografias de seu vasto e importante trabalho.

Destaques da programação

O festival A Gosto da Fotografia será aberto no dia 31 de julho com a mostra À Procura de um Olhar, integrante da programação cultural do projeto Ano da França no Brasil e que terá Salvador como segunda cidade (depois de São Paulo) de seu roteiro itinerante pelo país. A exposição destaca o trabalho de três fotógrafos de origem francesa com expressiva atuação na história da fotografia brasileira: Pierre Verger, Marcel Gautherot e Jean Manzon. Nesse núcleo será feita uma homenagem ao pensador Claude Lévi-Strauss, que fotografou São Paulo entre os anos de 1930 e 1935 quando viveu no Brasil. Cada qual em seu território criativo e utilizando linguagem própria, eles lançaram olhares “estrangeiros” sobre a realidade brasileira, ajudando à compreensão dessa realidade sob a perspectiva da arte fotográfica, revelando novos parâmetros de entendimento.

A mostra vai além ao incluir também o trabalho de três fotógrafos franceses da atualidade, provocando a leitura dos percursos realizados pelas obras de Verger, Gautherot e Manzon. Os fotógrafos Bruno Barbey, Olívia Gay e Antoine D’Agata vieram especialmente ao país para uma jornada de trabalho nas cidades São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, São Luiz e Belém. Completa a mostra uma terceira vertente: os fotógrafos brasileiros Luiz Braga, Tiago Santana e Mauro Restiffe desenvolveram um diálogo entre as imagens históricas existentes e as imagens realizadas pelos fotógrafos franceses convidados.

O resultado disso é uma exposição com cerca de 100 imagens (P&B/Cor) dos dez fotógrafos, sendo que as fotografias do núcleo de história e memória foram ampliadas a partir dos originais dos artistas, existentes na Fundação Pierre Verger, em Salvador, no Instituto Moreira Salles (Gautherot e Lévi-Strauss) e na CEPAR, escritório que detém os direitos das imagens de Jean Manzon.

Além disso, a programação da quinta edição do A Gosto da Fotografia destaca o trabalho de quatro importantes fotógrafos brasileiros: Vânia Toledo, Marc Dumas, Ieda Marques e Sérgio Benutti. Cada um apresentará ao público, em períodos distintos e espaços diferentes, uma mostra que espelha a sua produção fotográfica de acordo com diferentes focos e perspectivas.

Vânia Toledo – Apresenta a mostra Diário de Bolsa- Instantâneos do Olhar, que reúne dezenas de imagens produzidas com sua Yashica de estimação, sempre guardada na bolsa para um eventual fragrante. Desta forma, ela documentou uma geração: artistas, amigos, conhecidos, desconhecidos. Gente em momentos descontraídos, espontâneos, vibrantes – instantâneos de um tempo perdido entre a inocência e a ousadia.

Sergio Benutti – Apresenta a mostra A Construção de uma Memória, que tem como ponto de partida a restauração da segunda etapa da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, que nasceu junto com a cidade de Salvador, em 1949. Benutti documentou o processo de restauro do rico acervo da instituição, que reúne cerca de 1.800 obras, entre pinturas, mobiliário, azulejaria, imaginário, alfaias e documentos raros.

Ieda Marques – Apresenta a exposição Luz do Interior, que retrata o clima e a riqueza cultural no cotidiano das cidades da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu alvo de observação é a cozinha, espaço doméstico impregnado de significados, ambiente de intimidade da família, extrato de uma sociedade com traços culturais que beiram o encantamento.

Marc Dumas – Apresenta a mostra Porto da Barra – literalmente, um mergulho fotográfico no mar daquela que é uma das mais famosas e badaladas praias de Salvador. Dumas fotografa pessoas e embarcações que ali navegam. Sempre associando a presença humana ao mar que emoldura o ambiente.

Em tempo

O festival A Gosto da Fotografia ocupará este ano os seguintes espaços: Palacete das Artes, Solar do Ferrão, Santa Casa de Misericórdia, Galeria ACBEU e Galeria do Conselho Estadual de Cultura. Além disso, haverá exibição de filmes na Sala Walter da Silveira e ações na Escola Pracatum, no Candeal. As mostras são gratuitamente abertas ao público.

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ano_l_fotografia para todos os gostos

A arte fotográfica torna-se o foco dos acontecimentos culturais da capital baiana no próximo mês. Organizando uma série de exposições, discussões, palestras, workshops, leituras de portfolio e mostras de vídeos simultâneas em diversos pontos de Salvador (BA), a Casa da Photographia prepar a A Gosto da Fotografia, em homenagem ao dia mundial do seu descobrimento: 19 de agosto. Serão quase 15 profissionais expondo e debatendo nas galerias e faculdades de comunicação da cidade e 20 iniciantes talentosos, ex-alunos da Casa. “Fotograficamente falando, a Bahia está muito parada em eventos. São poucos debates e fotógrafos escoando suas obras. Com a Semana, queremos mostrar o potencial que Salvador tem e muitos, até mesmo da área, não conhecem”, fala Marcelo Reis, criador da idéia e fundador da Casa da Photographia (www.casadaphotographia.art.br).

A abertura será com as obras dos fotógrafos Marcelo Reis, Valéria Simões, Isabel Gouvêa e Eriel Araújo, Caetano Dias, Marcio Lima e Roberto de Souza 30 de julho (sábado), na Associação Cultural Brasil – Estados Unidos (ACBEU). Dia 12 de agosto (quinta), os mesmos artistas irão compor a mesa de discussão sobre produção cultural da fotografia na Bahia. A fotógrafa Alice Ramos, conhecida por sua visão que privilegia a estética das “gordinhas”, é homenageada no foyeur do Teatro Vila Velha. Já no Cine Sala de Arte Bahiano de Tênis, o destaque é Antonio Olavo e no Cine XIV, Juarez Paraíso. Os três conhecidos fotógrafos irão expor nos espaços culturais, juntamente com os ex-alunos da Casa da Photographia.

Outro ponto forte da programação é o encerramento da primeira oficina do projeto “Um olhar sobre a Vila América”; mais uma idéia da Casa da Photographia; dia 19 de agosto, na Fundação Pierre Verger. “Trabalhamos com 20 jovens residentes na comunidade da Vila América, durante o primeiro semestre de 2004. Eles desenvolveram atividades de pesquisa e registro, usando como ferramenta principal a fotografia PinHole”, explica Marcelo Reis. Com patrocínio das Lojas Minilab a técnica foi aprendida em aulas realizadas na Fundação da Pierre Verger. Aprovado pelo Conjunto Cultural da Caixa, as atividades de ensino do Pinhole seguem durante todo o segundo semestre de 2004.

Pra quem procura conselhos sobre o material que anda produzindo, a dica é as leituras de portfolio com mestres da fotografia baiana. Mr. Tym (moda), Rejane Carneiro (fotojornalismo), Antonio Olavo (fotodocumental) Almir Bibbillatti (publicidade) e Alice Ramos (foto arte) estarão a disposição de quem deseja uma opinião mais apurada de suas fotografias. Toda a programação, inclusive os workshops serão gratuitos.

Fotógrafa homenagiada_ALICE RAMOS

Ex-aluna do curso de Design da Escola de Belas Artes da UFBa, Alice Ramos começou a atuar como fotógrafa autônoma em 1992. Realizou estágios em estúdios e laboratórios baianos e durante um ano e meio trabalhou como repórter fotográfica do caderno de cultura do jornal Correio da Bahia. Mas foi a partir de 1995 que seu nome começou a ser conhecido no meio artístico baiano, graças à repercussão alcançada pelo projeto “Redondamente Enganado”.

Com 80 quilos distribuídos em apenas 1.59m, Alice lançou um desafio aos padrões da moda e um convite às gordinhas baianas: mostrar a sensualidade e a leveza de seus corpos volumosos, posando nuas para sua câmera. A proposta atraiu centenas de mulheres, chamou atenção da mídia e virou notícia em programas nacionais de TV de grande audiência além de matéria de destaque nos principais jornais.

O percurso das fotos de Alice foi igualmente bem – sucedido. Em 1997, o ensaio lhe rendeu o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte – o mais importante do país no gênero – na categoria Fotógrafo Emergente. Pouco tempo depois, foi apresentado na 2ª Bienal Internacional de Fotografia de Curitiba. Os flashes das gordinhas fizeram tanto sucesso que o curador do evento selecionou três deles para integrar o acervo do primeiro museu da fotografia da América Latina, inaugurado no Paraná. “Redondamente Enganado” foi ainda matéria de capa da conceituada revista Íris, especializada em fotografia, e assunto em diversas publicações de circulação nacional.

Outro ensaio da fotógrafa, “Maragogipinho”, foi exibido na França em 1998, como parte integrante da mostra Bahia em Paris, promovida pelo Governo do Estado da Bahia em parceria com a Embaixada do Brasil em Paris. O ensaio é um estudo sobre as olarias, objetos de barro e tipos humanos do local.

Leonina com ascendente em Áries, Alice explora a sua versatilidade artística. Ela integrou o bem-humorado grupo “As Raidiantes”, cantando, dançando e atuando em espetáculos performáticos e em 1999, inspirada no nascimento de Amora, sua filha, desenvolveu o projeto “Iluminadas”, especialmente dedicada às futuras mamães, com fotos que registram desde o crescimento da barriga da gestante, até o nascimento de bebês nas salas de parto dos principais hospitais de Salvador.

Atualmente desenvolve um novo ensaio fotográfico para um livro de textos poéticos homoeróticos, O amor dos Homens, retratando com ousadia o namoro homossexual de casais em atitudes de virilidade sexual.

Fotógrafo homenageado _ANTONIO OLAVO

… Porque se chama Antonio

também se chama sonho

e sonhos realizados….

Guerrilheiro do vídeo e da fotografia,

insuperável na arte de emboscadas,

junto com milhares de homens, acredita

e vive.

O fotógrafo Antonio Olavo nasceu em Jequié, em 1955 e para minha surpresa confessa que tem 15 anos que não aparece por lá …”tem muita gente boa no exilo…”.

Com vigor, emoção e profundo respeito, vai me contando que tudo começou pelo cinema. Em 1975 fez um curso com Guido Araújo quando era calouro de Geologia na UFBA, sendo indicado para o filme “Dona Flor” de Bruno Barreto, trabalhando como segundo assistente de direção. Em seguida emendou com “Pastores da Noite”, uma produção franco-brasileira dirigida por Marcel Camus e um ano depois, com curta “Diga Aí Bahia” de Emiliano Ribeiro.

“O cinema me fez optar pela fotografia. Trabalhar em equipes grandes e ecléticas era uma dificuldade, queria uma linguagem em que eu pudesse ter o controle de todo o processo de produção”.

Começou a trabalhar profissionalmente como fotógrafo em 1977, fez dezenas e dezenas de casamentos, batizados, aniversários, pôster de cachorro, de madame,  de tudo que pudesse dar algum dinheiro. Nesta época fazia política estudantil, tinha uma vida muito simples e então ia sobrevivendo. Em 1981 o mercado entrou numa crise muito grande, então foi ser operário em uma obra do IPAC – Instituto do Patrimônio Histórico, na função de apontador, trabalhando nove horas por dia. Três meses depois, quando foi pedir demissão, seu chefe lhe avisou que havia aparecido uma vaga de fotografo, no lugar do inesquecível Dilton Mascarenhas, …”que se antecipou a todos nós, mudou de profissão e foi criar gado no interior de Minas”.

Trabalhou então na equipe de fotografia do IPAC de 1981 a 92 e considera que foi uma excelente experiência. Lá aprimorou conhecimentos de laboratório, realizou bons trabalhos fotográficos no Centro Histórico de Salvador e se aproximou de Canudos. Isto mudou sua vida. Conheceu a região em 1983, quando fotografou a Serra da Santa Cruz para o tombamento nacional pelo IPHAN. Conheceu a historia e se apaixonou!

“Passei então a me dedicar a contribuir para que esta história oculta se tornasse mais visível. Vinte anos depois vejo que consegui fazer este trabalho a que me propus”. Em 1989 publica o livro “Memórias Fotográficas de Canudos”, extenso trabalho de documentação e pesquisa. Em 1993 retorna ao cinema, produzindo e dirigindo o documentário “Paixão e Guerra no Sertão de Canudos”. Este filme circula até hoje, “de mão em mão”, são mais de 4.900 cópias VHS numeradas, distribuídas no mercado alternativo, nunca por sistema de locadoras.

A matemática de Olavo traduz sua opção de vida. Conta que quando terminou o filme tinha uma dívida de 20 mil dólares. O lançamento foi nos Estados Unidos, na Universidade da Carolina do Norte, durante um Festival de Cinema Latino Americano, quando ganhou três mil dólares entre cachê e vendas. No Brasil, lançou em cento e oitenta e duas localidades de dez estados, capital e interior, praças, sindicatos, igrejas, escolas, centros culturais e em festivais em hotéis cinco estrelas. Ganhou mais alguns prêmios e terminou de pagar em 2001 quando vendeu por R$7.500, 00 para a TV Câmara de Brasília.

“A partir daí, me senti no direito de me endividar com novos projetos. E foi o que aconteceu. Comecei a fazer calendários de parede com os objetivos de difundir um pouco da memória popular brasileira e de ter um instrumento de veiculação de minhas imagens”. Em 1997 publica o calendário “Canudos”, em 2000 o “500 Anos de Luta Popular”, em 2001 o “Bahia Negra” e em 2002, o “Brasil Rebelde”. “Aí então, achei que o endividamento estava muito grande, pois o único calendário que se pagou, foi o “Bahia Negra”, isto é, apenas os custos gráficos. Foi o que teve mais repercussão, pois a lacuna neste tema é muito grande, é muito usado em salas de aula”.

Nos últimos três anos está realizando um documentário sobre quilombos na Bahia, dentro desta linha de buscar valorizar a memória popular. No ano passado conseguiu um patrocínio através do qual está tendo condições dignas de trabalho. O documentário será lançado em novembro e será doado para quatro mil e trezentas escolas publicas da rede publica do ensino fundamental e médio da Bahia, acompanhado de manual pedagógico e mapa dos quilombos da Bahia.

“Mantenho muito viva esta emoção pela historia oral, é um gozo profundo trabalhar tendo contato com o que há de mais puro e digno na alma das pessoas, é o que me realiza, me satisfaz, me faz sentir melhor”.

Olavo em sua trajetória demonstra um sentido autoral muito forte, em seus projetos não abre mão de nenhum detalhe de todo o processo produtivo. Centraliza na elaboração, mas o resultado considera como um bem público de fim social.

“Fotografia é uma das identidades do ser humano. Pode também ser uma música, uma poesia, uma frase, um livro, um lugar, uma horta, um plantio de milho, uma carpintaria. Vi tanta gente tendo tanto prazer e identificação pelos lugares e coisas, nestas minhas viagens….”.

Texto de Isabel Gouvêa baseado em entrevista dialogada em 20 de julho de 2004.

Calendário geral_ano_L

EXPOSIÇÕES

03| 19h – abertura do projeto – exposição com fotógrafos isabel gouvêa, eriel araújo, marcelo reis, caetano dias, márcio lima, nora dobarro, valéria simões e roberto de souza. (até 17 de agosto) – galeria acbeu – vitória

09| horário comercial – exposição individual – cores do norte – do fotógrafo marcelo reis (até 3 de setembro) faculdades jorge amado – paralela – (71) 534.8000

18| 14h – abertura da exposição – um olhar sobre o outro – com trabalhos das oficinas de fotografia artesanal pinhole ocorridos na fundação pierre verger, ministrados pela casa da photographia, com adolescentes do bairro da vila américa. (até dia 31 de agosto) – fundação pierre verger – vasco da gama – (71) 261.7453

18| 19h – exposição coletiva com nomes expressivos da fotografia baiana – galeria do olhar – bahia design center – avenida contorno

19| 19h – abertura da exposição do fotógrafo francês pierre verger sobre a bolívia e parte da américa do sul (até final de outubro) fundação pierre verger galeria – portal da misericórdia – centro histórico – (71) 321.2341

20| 19h – abertura da exposição dos ex-alunos da casa da photographia com homenagem ao fotógrafo antônio olavo (até o dia 30 de agosto) – sala de arte

do bahiano – graça

24| 19 às 21h – abertura da exposição coletiva dos ex-alunos da casa da photographia com homenagem a fotógrafa alice ramos (até 20 de setembro) – teatro vila velha – campo grande

27| 19h – abertura da exposição dos ex-alunos da casa da photographia com homenagem ao fotógrafo juarez paraíso (até 20 de setembro) – sala de arte do cine xiv – centro histórico

leitura de portfolio

05| 14 às 17:30h fotógrafo antonio olavo sobre fotografia documental e projetos pessoais (evento gratuito, inscrição na casa da photographia) – loja fotolab – shopping barra

10| 14 às 17:30h – fotógrafo mr. tym sobre moda e editorial (evento gratuito, (inscrição na casa da photographia) – loja fotolab – shopping barra

10| 9:30 às 11:30h – fotógrafa alice ramos sobre foto arte (evento gratuito, inscrição na casa da photographia) – galeria acbeu – vitória

17| 15 às 17:30h – fotógrafa rejane carneiro sobre fotojornalismo (evento gratuito, inscrição na casa da photographia) – galeria acbeu – vitória

23| 14 às 17:30h – fotógrafo almir binbilatti sobre publicidade (evento gratuito, inscrição na casa da photographia) loja fotolab – shopping barra

Seminário

07| 9 às 11:30h e das 14:30 às 17h – o fotógrafo e a fotografia social – flash e cálculo orçamentário com o fotógrafo tadeu miranda (evento gratuito, inscrição na casa da photographia).

14| 9 às 14:30h – o fotógrafo e a fotografia social com carlos ferrari e martha dias (evento gratuito, inscrição na casa da photographia).

21| 9 às 11:30h e das 14:30 às 17h – o fotógrafo e a fotografia social – com os fotógrafos samuel cerqueira e luiz geraldo (evento gratuito, inscrição na casa da photographia).

28| 9 às 11:30h e das 14:30 às 17h – o fotógrafo e a fotografia social, com augusto césar.  (evento gratuito, apenas 15 vagas – inscrição na casa da photographia) – loja minilab – rio vermelho – (71) 330.4814

OFICINAS

07 a 28 | (sábados) das 8:30 as 12:30 – oficina de fotografia artesanal – pinhole – um olhar sobre o outro – por marcelo reis. (R$ 80,00 – inscrição na casa da photographia).

09 a 31 | turma (a) das 9 as 11:30hs e turma (b) das 14 as 16:30hs – oficina de fotografia criativa – introdução as técnicas fotográficas, 20hs aulas, por mário neto e paulo lima. (R$ 200,00 – inscrição na casa da photographia).

26| 19 às 21h – lançamento do curso – a narrativa do olhar – aulas sobre elaboração de ensaios e projetos autorais em fotografia com marcelo reis (R$ 120,00 –  inscrição na casa da photographia)

26| à 29 – worshop com luis villaça – diretor dos trabalhos retrato falado, copas de mel, álbum de casamento e do longa metragem cristina quer casar, com denise fraga e fábio assunção (R$ 330,00 – inscrição na casa da photographia) – sala alexandre robatto – barris

viagem fotográfica

15| saída às 7h – viagem fotográfica – evento que proporciona a busca pelo factual na fotografia – festejos da boa morte – cachoeira de são félix – bahia. (R$ 25,00 – inscrição na casa da photographia)

Palestras

12| 18:30h – debate com os artistas em exposição na galeria acbeu (evento gratuito) – galeria acbeu – vitória

19| 19hs – palestra – projeto falando com o fotógrafo – com almir bindilatti – faculdades jorge amado – paralela – (71) 534.8000

18| 19hs – palestra – projeto falando com o fotógrafo – com hirosuke kitamura – faculdade ftc – paralela – (71) 534.8000

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Diógenes Moura / CURADOR A GOSTO DA FOTOGRAFIA

Jornalista, escritor e roteirista, Diógenes Moura nasce na rua do Lima, em Recife, Pernambuco, 1957. Passa sua infância no arrabalde de Tejipió. No início dos anos 70, transfere-se com a família para Salvador, Bahia, onde passa a viver no bairro da Liberdade. Publica seu primeiro livro, Mingau de Almas ou O Traço Fixo da Loucura (prosa/poesia) em 1980, pela Coleção dos Novos da Fundação Cultural do Estado da Bahia. A partir de 1981 passa a escrever no jornal A Tarde e assina coluna no encarte cultural do jornal Tribuna da Bahia. Em 1984 começa a fazer parte da equipe de implantação da TV Educativa da Bahia. Escreve o programa Amado Jorge, que inaugura oficialmente a programação da TV Educativa, em 1985, onde atua como roteirista e diretor em programas de música, dança, artes plásticas e comportamento, até 1989. Nesse período também faz parte da equipe de editoração da Fundação Casa de Jorge Amado. Ao lado dos escritores baianos Claudius Portugal e Aninha Franco inaugura, em 1985, o selo independente Espaço Blef, dedicado à publicação de obras de escritores baianos e onde lança seu segundo livro, Tire a Cadeira da Chuva (roteiros/prosa).

Transfere-se para São Paulo em 1989. Passa a escrever no jornal Folha de S. Paulo e na Folha da tarde, onde assina a coluna semanal O Orgasmo Pede Carona que, em seguida, passa a ser chamada Conjunto Nacional.  Em 1992 passa a atuar como Diretor de Comunicação da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Pelo selo Casa de Palavras, da Fundação Casa de Jorge Amado lança, em 1997, o livro de poemas Elásticos Chineses – Poemas Físicos. A partir de 1997 colabora com as revistas Bravo!, República e Cult.

Em 1996 assume a curadoria de fotografia da Pinacoteca do Estado, onde passa a escrever e editar livros sobre o assunto. Em fevereiro de 2001 edita a exposição do escultor francês Auguste Rodin, no Museu de Arte da Bahia e escreve e dirige, para a TV Educativa, o vídeo Rodin – O Gênio do Eterno Repouso, também exibido em rede nacional pela TV Cultura de São Paulo. Em 2002 faz a edição do projeto de implantação do Portal da Misericórdia, restauro da igreja da Santa Casa de Misericórdia, na Praça da Sé. Dirige o documentário Portal da Misericórdia – Lugar de História, Lugar de Memória.

Atualmente trabalha como Editor e Curador de Fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde vem realizando exposições fotográficas e projetos editoriais com nomes como Thomaz Farkas, Claudia Andujar, Flávio Damm, Mario Cravo Neto, Martin Chambi, Carlos Moreira, Fernando Lemos, Germam Lorca, Adenor Gondim, Klaus Mitteldorf. Com a exposição São Paulo dos Olhos Para Dentro, do fotógrafo Carlos Moreira, ganhou o prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em 2004. Com a mostra Vulnerabilidade do Ser, de Claudia Andujar recebeu, pela segunda vez consecutiva, o prêmio APCA de melhor exposição, em 2005.

Publica, em agosto de 2005, o livro Teatro Castro Alves – História e Memória e faz parte da equipe de criação da segunda etapa do Museu da Misericórdia da Bahia, inaugurado em Janeiro de 2006. Nesse período em que vive em Salvador, escreve o poema épico Drão de RomaDezembro Caiu ( Ed. Fundação Casa de Jorge Amado) sobre a violência nas ruas e a perda de memória da alma baiana.

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