Com a granada na mão

Carta Capital . 23 denovembro de 2011 ANO XVII Nº 673

Com a granada na mão

Quando se matou em 26 de julho de 1971, a fotógrafa Diane Arbus interrompeu, aos 48 anos, uma atividade que chamava de “pecado privado”. Diane definiu as suas imagens como “segredos sobre um segredo”. Ela compartilhou uma crença do pintor René Magritte: “Tudo o que vemos esconde outra coisa. Sempre queremos ver o que se oculta por trás daquilo que vemos”. Depois do suicídio, Diane teve o seu passado envolvido em silêncio por Doon Arbus, a filha mais velha. Doon controla com mão de ferro o Diane Arbus’ Estate (o acervo da fotógrafa). “É desastrosa”, diz William Todd Schultz, sobre a atitude de Doon. “Ela tem a noção ingênua de que as fotos não precisam de intérprete, mas a arte ganha vida quando é interpretada.”

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